Quando criança, Juliana Coelho gostava de números. Por isso, decidiu estudar engenharia. Escolheu especialização em química por saber que as chances de um engenheiro deslanchar na carreira em Pernambuco se limitavam ao polo petroquímico.
Mas quando ela chegou ao fim do penúltimo ano da faculdade, em 2010, surgiu um fato novo, que, posteriormente, diversificaria a atividade econômica da região e mudaria completamente a trajetória profissional imaginada pela jovem pernambucana. Em dezembro daquele ano, a Fiat anunciou a construção de uma fábrica no Estado.
Hoje, aos 32 anos, a engenheira está em viagem pela Europa para conhecer algumas das 92 fábricas que compõem a Stellantis, empresa que nasceu da fusão entre as marcas dos grupos Fiat, Chrysler, Peugeot e Citroën e que este mês completou um ano. Coelho acaba de assumir um dos mais importantes cargos da área de manufatura da nova super montadora.
A pernambucana é a nova chefe mundial do chamado modo de produção Stellantis, que extrairá o melhor dos métodos que cada uma dessas marcas desenvolveu para fabricar veículos ao longo de histórias centenárias.
A executiva está em Paris e acabara de sair da aula de francês, idioma que aproveita para aprender durante a viagem, quando concedeu uma entrevista on-line ao Valor. A capital francesa poderá ser uma das alternativas de novo endereço da engenheira que nasceu em Olinda. Ela ainda estuda a melhor localização de moradia para ela e o marido, preparador físico e também pernambucano, com quem está casada há dois anos e meio.